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Considere a seguinte situação hipotética.
Dalton Leminski, dono de pequeno negócio de locação de bicicletas no Parque Barigui, explora sua atividade desde 1990. Com a criação pelo Estado do Paraná e o início do funcionamento da estação do metrô nas imediações do parque em 2010, seus negócios têm um incremento nas vendas.
De outro giro, Poty Dursky, em 2011, por conta do início do funcionamento da estação do metrô, candidata-se ao Chamamento Público para outorga de permissão qualificada de uso de espaço público para fins de instalação de Banca de Jornais em área vinculada ao metrô pelo prazo de 4 anos. Poty, após sagrar-se vencedor, começa a explorar a atividade em 2012 e celebra com fornecedores — revistas e jornais — contratos pelo prazo de 4 anos, prorrogáveis, tendo adiantado boa parte do pagamento após a venda de seu único imóvel próprio.
Ocorre que, em 2014, por conta de grave crise econômica, o Governo do Estado resolve fechar aquela estação, pois, contrariamente ao previsto nos estudos antecedentes, não houve quantidade suficiente de usuários a tornar aquele espaço economicamente viável.
Poty, então, diante dos prejuízos, ajuíza ação indenizatória contra o Estado do Paraná, tendo tido êxito em seu pleito, fato noticiado inclusive em jornal de grande circulação.
Dalton Leminski, considerando a relevante diminuição das locações logo após o fechamento da estação de metrô, fica sabendo da notícia e se dirige, munido de todos os documentos, inclusive de exemplar do jornal com a notícia da demanda indenizatória de Poty Dursky, ao Núcleo de Atendimento da Defensoria Pública do Estado do Paraná, em Curitiba, e, após passar pela avaliação socioeconômica, resolve consultar-se com o Defensor Público para saber acerca de chance de êxito em sua demanda judicial.
a - Diante de tais fatos, na condição de Defensor Público, realize o atendimento por escrito, de acordo com a pretensão veiculada acima, fundamentadamente.
b - Caso Dalton Leminski, após orientação jurídica, opte pelo ajuizamento da ação de indenização contra o Estado, poderá o Defensor Público recusar-se a demandar com fundamento na Lei Orgânica da Defensoria Pública do Estado do Paraná? Explique fundamentadamente, com definição do(s) instituto(s) pertinente(s) e com indicação da(s) providência(s) a ser(em) adotada(s).
c - Ainda, considere que em sua pesquisa para responder ao assistido você encontre um acórdão do extinto Tribunal de Justiça do Estado da Guanabara que se posiciona favoravelmente ao interesse de Dalton Leminski, julgado este que fora reformado pelo STF, o qual decidiu que o caso deveria ter sido apreciado pela Justiça Federal, resultando na anulação de todo o processo. Explique, com fundamento na teorização de Hans Kelsen de Dinâmica Jurídica, se o referido julgado tem validade de precedente jurisprudencial.
(12,50 pontos)
(30 linhas)
A prova foi realizada com consulta a códigos e(ou) legislação.
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No bairro Tatuquara, localizado na cidade de Curitiba, a universitária Gláucia, 19 anos, que trabalha como garçonete para pagar os estudos, apaixonou-se por um cliente chamado Mário, 26 anos. Os dois começaram a namorar. No entanto, um ano depois, o namoro terminou por conta da agressividade de Mário. Irresignado, o ex-namorado decidiu vingar-se e postou vídeos contendo cenas de nudez e de atos sexuais de caráter privado de Gláucia na internet, sem sua autorização, cujo acesso é público e irrestrito por meio de sítios de busca dentro do universo virtual, os quais não possuem controle editorial. Segundo ele, as postagens só seriam retiradas caso Gláucia reatasse o namoro.
Desesperada, a moça procura atendimento na Defensoria Pública em Curitiba e, após avaliação socioeconômica, é encaminhada para o órgão de atuação Cível. Na sequência, relata ao membro da Defensoria Pública que a atitude do ex-namorado, além de lhe causar vergonha social, além da preocupação com a repercussão presente e futura dos vídeos postados na sua vida pessoal e profissional, levando em conta os seus efeitos deletérios e permanentes vinculados à sua imagem na rede mundial de computadores.
Com base nesse caso hipotético, e sem incluir fatos novos, discorra sobre a atuação institucional nas esferas extrajudicial e judicial visando assegurar a assistência jurídica integral e gratuita em favor de Gláucia, com vistas a tutelar seus direitos sob a orientação normativa, doutrinária e jurisprudencial sobre o tema. Em seu texto, aborde, necessariamente, os seguintes pontos:
a - Direitos violados e o direito ao esquecimento (em que consiste; sua origem; fundamentos; aceitação no direito brasileiro; aplicação ao caso);
b - Cyberbullying;
c - Relação jurídica entre Gláucia e os provedores de conteúdo (provedores de aplicações ou de serviços) e sua responsabilidade civil;
d - Reparação civil integral e suas modalidades aplicáveis, inclusive sob o viés da desmonetarização, as espécies de tutelas jurídicas processuais incidentes e o ônus probatório de Gláucia.
(12,50 pontos)
(30 linhas)
A prova foi realizada com consulta a códigos e(ou) legislação.
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Discorra sobre o conceito de numerus clausus (número fechado) e a sua finalidade, apontando os fundamentos jurídico-normativos para sua aplicação com base na Lei de Execução Penal.
(12,50 pontos)
(30 linhas)
A prova foi realizada com consulta a códigos e(ou) legislação.
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Discorra, objetivamente, sobre o ativismo judicial, abordando sua origem, fundamentos, e, sobretudo, limites e críticas. Aponte um exemplo de ativismo judicial e um exemplo de postura contrária ao ativismo na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
(12,50 pontos)
(30 linhas)
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