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Consta do inquérito policial que, por volta das 14h do dia 18 de março de 2025, Anderson Luiz Cardoso, técnico de enfermagem, subtraiu para si do almoxarifado do Hospital Santa Helena de Salvador/BA, três caixas do medicamento Revocitan, avaliado em mais de R$ 3.000,00.

Segundo os autos do inquérito, a chefe do setor farmacêutico da instituição, Simone Batista Dias, identificou, durante conferência de rotina, a ausência das três caixas do referido medicamento, cujo acesso é rigidamente controlado. Após cruzamento de informações e verificação do sistema interno, constatou-se que não havia registro de baixa, requisição médica ou autorização para retirada nos dias anteriores.

A investigação interna apontou que Anderson, que atuava há seis meses no hospital, possuía chave-cópia de acesso ao almoxarifado, por designação da direção, em razão da confiança nele depositada, decorrente de indicação feita pelo diretor do hospital para sua contratação. Tal acesso era restrito a poucos funcionários de confiança.

A análise das câmeras internas revelou que, na data dos fatos, Anderson adentrou o almoxarifado fora do horário de expediente, utilizando crachá funcional e chave de acesso, tendo saído minutos depois com uma mochila. Confrontado posteriormente pela chefia, confessou que havia retirado as caixas de medicamento sem autorização, justificando o ato por dificuldades financeiras.

Anderson foi conduzido por seguranças da própria instituição até a autoridade policial, ocasião em que foi lavrado auto de prisão em flagrante. Em 19 de março de 2025, foi-lhe concedida liberdade provisória.

Ressalte-se, ainda, que Anderson se encontra em livramento condicional desde julho de 2024, em virtude de condenação definitiva anterior por crime de furto qualificado. Além disso, possui outras duas condenações transitadas em julgado por delitos patrimoniais, com término do cumprimento de pena ocorrendo há menos de cinco anos.

Diante da situação narrada, elabore, na qualidade de promotor de justiça, a peça processual cabível, contendo a narrativa dos fatos, a capitulação penal pertinente e os pedidos fundamentados à autoridade judicial.

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Disserte acerca das teorias da nulidade e da anulabilidade referentes à natureza jurídica da norma inconstitucional e sua aplicação no Brasil.

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Carlos, sócio da empresa Delta Construções, firmou contrato emergencial com o governo do Estado Alfa para realização de obras públicas de pequeno porte. Com o objetivo de manter a continuidade do contrato e garantir pagamentos sem entraves, Carlos procurou Renan, fiscal técnico do órgão estadual, e lhe ofereceu vantagem indevida no valor total de R$ 120.000,00.

A vantagem foi paga em 10 parcelas mensais, entre janeiro e outubro de 2018, sempre no mesmo valor e por transferência bancária. A cada pagamento, Renan atestava a regularidade das obras para fins de liberação de novas etapas contratuais.

O esquema foi descoberto em 2023, e o Ministério Público ofereceu denúncia contra Carlos, imputando-lhe 10 crimes de corrupção ativa (art. 333 do Código Penal), em continuidade delitiva. Segundo a acusação, cada pagamento configuraria um novo delito.

À luz da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, a tese ministerial deve prevalecer?

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Em uma tarde de domingo, na comunidade da Palmeirinha, situada na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, o menor Rafael da Silva, de apenas 10 anos de idade, foi alvejado por um disparo de arma de fogo enquanto brincava com outras crianças em uma viela próxima à sua residência. O disparo foi efetuado pelo policial militar André Costa, que estava à paisana, fora do horário de serviço e utilizando arma de fogo pertencente à corporação, conforme comprovado por laudo pericial. Conforme constou em boletim de ocorrência, o policial, ao perseguir um suposto suspeito que teria corrido pela comunidade, sacou sua arma e efetuou disparos a esmo, atingindo Rafael no tórax. A criança foi socorrida por vizinhos, mas não resistiu aos ferimentos, vindo a óbito antes de chegar ao hospital. Foram ouvidas testemunhas em sede de inquérito policial.

A mãe da vítima, Sra. Joana da Silva, residente na comunidade e trabalhadora informal, ingressou com ação indenizatória em face do Estado do Rio de Janeiro, requerendo: (i) ressarcimento dos gastos com o funeral de seu filho, no valor de R$ 450; (ii) indenização por danos morais decorrentes da perda precoce e traumática do menor, na quantia de R$ 150.000,00; e (iii) pensionamento mensal vitalício, no valor de um salário mínimo.

O Estado apresentou contestação, sustentando inicialmente ausência de responsabilidade estatal sob o argumento de que o policial não estava em serviço no momento dos fatos, encontrando-se à paisana e fora do exercício funcional, o que afastaria o nexo de causalidade com o ente estatal. De forma subsidiária, alegou que os gastos com o sepultamento não foram documentalmente comprovados, que não haveria prova suficiente do vínculo afetivo entre mãe e filho que justificasse a indenização por danos morais, além de argumentar que a vítima, por ser menor de idade e não possuir atividade remunerada, não gerava contribuição econômica para justificar o pedido de pensionamento.

Em réplica, a autora reforçou os argumentos da inicial.

Considerando os elementos expostos, redija sentença, dispensando o relatório. Assine como Juiz de Direito ou Juiz Substituto.

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De acordo com o entendimento do STF, é possível a aplicação da Lei Maria da Penha a casais homoafetivos do sexo masculino. Explique os fundamentos da decisão do STF no julgamento do Mandado de Injunção n.º 4275 para possibilitar a aplicação da lei em tal caso.

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Pedro foi condenado a uma pena privativa de liberdade de 8 anos de reclusão em regime fechado, pela prática do crime de roubo circunstanciado pela restrição de liberdade da vítima, cometido em 10/10/2019. A sentença transitou em julgado em 24/08/2021.

Contudo, após dois anos de cumprimento da pena, sobreveio uma nova condenação pela prática do crime de furto qualificado pelo emprego de explosivo, ocorrido em 05/09/2021, a uma pena de 5 anos de reclusão.

O juiz da execução penal unificou as penas.

Explique como se dará a progressão de regime de Pedro, considerando que não há notícia nos autos da execução a respeito de prática de falta grave.

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José estava dirigindo o seu veículo quando foi parado em uma blitz policial de rotina. Durante a abordagem, os policiais realizaram a busca no veículo e encontraram um Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) falso, bem como 35 gramas de maconha. José foi preso em flagrante e, posteriormente, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva na audiência de custódia.

O Ministério Público denunciou José pelos crimes de uso de documento falso (art. 304 do Código Penal) em concurso material com o crime de tráfico de drogas (art. 33 da Lei n.º 11.343/2006).

Após regular instrução, sobreveio a sentença proferida pelo magistrado da 3ª Vara Criminal da Comarca de São Paulo, condenando José nos termos da denúncia, pelos crimes de uso de documento falso e tráfico de drogas, em concurso material.

Na primeira fase da dosimetria do crime de tráfico de drogas, o juiz elevou a pena-base em 1/6, tendo em vista as graves consequências do crime que contribui para fomentar o vício no uso de drogas. Na segunda fase, não aplicou agravantes ou atenuantes. Na terceira fase, afastou a causa de diminuição prevista no artigo 33, §4º, da Lei de Drogas, pois, em que pese ser o agente primário, a natureza da substância apreendida não permitiria a aplicação do redutor. Dessa forma, restou a aplicação da pena em 05 anos e 10 meses de reclusão. Já com relação ao uso de documento falso, aplicou a pena mínima da falsificação de documento público – 02 anos de reclusão, totalizando 07 anos e 10 meses de reclusão, a ser cumprido em regime semiaberto.

Considerando que a Defensoria Pública recebeu a intimação pessoal da decisão no dia 03/06/2025, redija a peça processual cabível, datando-a com o último dia do prazo.

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Com base na Lei nº 8.429/1992 (com as alterações promovidas pela Lei nº 14.230/2021), responda de forma discursiva:

Explique a finalidade e os requisitos legais do pedido de indisponibilidade de bens na ação de improbidade administrativa. Indique se tal medida pode ser concedida antes do ajuizamento da ação principal e se é necessário demonstrar dolo do agente ou risco concreto de dissipação do patrimônio para sua decretação, à luz da Jurisprudência do STJ.

Na sua resposta, comente ainda:

  • Se a indisponibilidade pode atingir bens de terceiros;

  • Se o limite da medida pode ultrapassar o valor do dano estimado ou do enriquecimento ilícito identificado;

  • Qual o papel do contraditório na decretação da medida.

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A Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos (Lei nº 14.133/2021) trouxe inovações relevantes quanto às modalidades licitatórias, estabelecendo critérios específicos para sua utilização de acordo com a natureza do objeto a ser contratado e os objetivos da Administração Pública.

Com base na referida norma, responda de forma discursiva:

Analise e diferencie as modalidades de licitação previstas a nova Lei nº 14.133/2021, destacando a natureza de cada objeto licitado, os critérios de julgamento permitidos e as hipóteses práticas em que cada uma pode ser aplicada pela Administração Pública.

Na sua resposta, explique:

  • Quando e por que se utiliza a modalidade concorrência, e quais os critérios de julgamento admitidos;

  • A finalidade do concurso, bem como seu objeto e critério exclusivo de julgamento;

  • O uso do leilão, com destaque para os bens que podem ser alienados;

  • As características e obrigatoriedade do pregão na contratação de bens e serviços comuns;

  • A aplicabilidade do diálogo competitivo, ressaltando sua fase de diálogos e o tipo de contratação que o justifica.

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No dia 01 de agosto de 2025, o delegado de polícia da 5ª Delegacia de Polícia do Estado Alfa encontra-se de plantão quando é informado por policiais militares acerca da condução de indivíduo detido. Segundo o relato, o nacional João da Silva, maior, alfabetizado, foi surpreendido, por volta das 3h da manhã, cortando e subtraindo cabos de cobre que integram a rede de fornecimento de energia elétrica da Companhia Energética Regional (CER), localizada na Rua das Palmeiras, nº 230, Bairro Industrial.

Os policiais militares relataram que a guarnição foi acionada via “190” após denúncia anônima de que um homem estaria mexendo em uma caixa de distribuição elétrica. Ao chegarem ao local, visualizaram João com uma mochila contendo ferramentas (alicate, chave de fenda e faca) e vários metros de fios de cobre já enrolados, retirados do poste de distribuição. Ao ser abordado, o suspeito confessou a prática do furto e não ofereceu resistência à prisão.

Apresentado na unidade policial, na qualidade de Delegado de Polícia, elabore a peça adequada, tipificando os delitos existentes, observando os requisitos legais e justificando a imprescindibilidade da medida, com exposição clara e fundamentada dos fatos e do direito. A peça deverá conter, obrigatoriamente, a fundamentação jurídica pertinente, sem criação de novos fatos, e estar limitada a até 120 linhas.

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