810 questões encontradas
Explique se o(a) Defensor(a) Público(a) é uma espécie de advogado(a) que necessita de inscrição na Ordem de Advogados do Brasil (OAB), e em que consiste sua autonomia funcional.
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Dona Maria, idosa e de baixa escolaridade, enfrentando dificuldades financeiras para custear tratamentos de saúde, decidiu alugar seu único imóvel para complementar a renda. Um vizinho, conhecedor do valor de mercado da região, propôs contrato de locação por R$ 500,00 mensais, embora imóveis semelhantes fossem locados por R$ 1.500,00.
Confiando na relação de vizinhança e sem avaliar o preço justo, Dona Maria assinou o contrato e foi morar com parentes. Meses depois, ao perceber a desproporção entre as prestações, procurou a Defensoria Pública, questionando a validade do acordo e alegando que sua vontade foi viciada por inexperiência e fragilidade econômica.
Diante do caso apresentado,
A) À luz do Código Civil, analise os requisitos de existência, validade e eficácia do contrato de locação firmado por Dona Maria, indicando o possível vício de consentimento presente no caso e suas consequências jurídicas, distinguindo entre lesão e estado de perigo.
B) Indique quais medidas processuais podem ser adotadas pela Defensoria Pública em favor de Dona Maria, considerando sua condição de vulnerabilidade, especialmente quanto à possibilidade de revisão ou anulação do contrato e à proteção de seu direito à moradia.
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Discorra sobre o paradigma da Verdade Real no Direito Processual Penal moderno. Correlacione esse debate com o Princípio da Presunção de Inocência, destacando o papel da Defensoria Pública na fiscalização dos standards probatórios e na busca pela absolvição diante da insuficiência de provas (in dubio pro reo).
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Durante operação policial em uma unidade prisional federal, diversos internos relataram terem sido submetidos a espancamentos, choques elétricos e práticas de humilhação, inclusive com exposição pública e ameaças de morte. As denúncias foram documentadas por organizações de direitos humanos e encaminhadas à Defensoria Pública, ao Ministério Público e a organismos internacionais.
A investigação revelou que os atos foram praticados por agentes estatais e que havia omissão sistemática do Estado em prevenir e apurar denúncias anteriores de violência institucional. Diante da ausência de respostas efetivas no plano interno em prazo razoável, organizações da sociedade civil apresentaram petição ao Comitê contra a Tortura (CAT) da Organização das Nações Unidas, reconhecido pelo Brasil, com fundamento na Convenção Contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes e no Protocolo Facultativo à Convenção contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes, pleiteando uma investigação confidencial e visitas a locais de detenção para subsidiar uma possível responsabilização internacional do Estado brasileiro.
A partir disto, responda:
A) De acordo com a orientação do Supremo Tribunal Federal, qual o status normativo da Convenção Contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes?
B) Explique o conceito de tortura no âmbito da Convenção Contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes.
C) A investigação confidencial e as visitas pleiteadas pelas organizações da sociedade civil têm fundamento na Convenção Contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes e em seu correlato Protocolo Facultativo?
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Discorra sobre os três principais modelos de assistência jurídica gratuita existentes. Indique, necessariamente, o modelo adotado pelo Brasil e diferencie justiça gratuita de assistência jurídica gratuita.
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Helena, mãe solo de três filhos e residente em Olinda, PE, recebe um salário-mínimo como atendente em rede de fast food.
Para custear despesas básicas de moradia, alimentação e saúde, contraiu diversos empréstimos e utilizou cartões de crédito, acumulando dívidas em razão de juros elevados, tarifas não informadas e produtos financeiros que não compreendia. Atualmente, mais de 80% de sua renda está comprometida com descontos automáticos e cobranças, restando valor insuficiente para a subsistência familiar.
Sem nunca ter sido esclarecida sobre o custo total das operações e sofrendo cobranças abusivas com ameaças de negativação, procurou a Defensoria Pública para obter ajuda na renegociação de suas dívidas.
Sobre a hipótese apresentada, à luz do Código de Defesa do Consumidor,
A) Conceitue superendividamento e indique os direitos fundamentais assegurados à pessoa superendividada.
B) Analise a possibilidade de revisão ou nulidade de cláusulas abusivas nos contratos celebrados por Helena, considerando a ausência de informação clara sobre juros, tarifas e produtos financeiros embutidos.
C) Indique quais medidas judiciais podem ser adotadas pela Defensoria Pública para proteção de Helena, visando restaurar sua dignidade e reinserção econômica.
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Rogério foi preso em flagrante por furto simples na segunda-feira às 10h. Ele permaneceu custodiado e só foi apresentado ao Juiz na quinta-feira, sem justificativa formal para o atraso. Na audiência, afirmou ter sido agredido por policiais no momento da condução. O Juiz, contudo, converteu o flagrante em prisão preventiva e afirmou que “a demora não gera nulidade, pois não houve prejuízo.”
A partir do caso concreto, responda aos itens a seguir.
A) A não realização tempestiva da audiência de custódia gera ilegalidade da prisão?
B) À luz do CPP, do Pacto de San José, e da ADPF nº 347 do STF, qual sua consequência jurídica?
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O Estado V enfrenta uma crise estrutural em seu sistema prisional, com superlotação, falta de acesso a serviços de saúde, educação e alimentação adequada, além de denúncias de tortura e maus-tratos. Relatórios de organizações da sociedade civil e de organismos internacionais apontaram que a situação configura violação sistemática e massiva de direitos humanos.
Diante desse quadro, a Defensoria Pública estadual, no exercício de suas atribuições institucionais, instaurou procedimento coletivo e passou a atuar de forma estratégica: ajuizou ação civil pública, requereu inspeções judiciais e buscou a implementação de medidas emergenciais e estruturais relacionadas à proteção do mínimo existencial, com fundamento nos Artigos 5º e 6º da CRFB/88, em normas internacionais de direitos humanos e nas diretrizes do Programa Nacional de Direitos Humanos – PNDH-3. O Governo Estadual, mesmo reconhecendo a adesão ao PNDH-3, alegou genericamente limitações orçamentárias e invocou, em tese, o princípio da reserva do possível, sustentando que não poderia implementar todas as medidas exigidas no prazo determinado. Argumentou, ainda, que a Defensoria Pública não tem legitimidade para a propositura de ação civil pública no caso.
Diante desse cenário:
A) Identifique e explique posição dos direitos humanos na incumbência, nos objetivos e nas funções institucionais da Defensoria Pública.
B) Os argumentos de defesa do Estado V estão em conformidade com o ordenamento jurídico?
C) A omissão do Estado V pode acarretar a sua responsabilização interna à luz da CRFB/88?
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Explique o papel da Defensoria Pública no Estatuto da Criança e do Adolescente, indicando os fundamentos constitucionais e legais que orientam sua atuação e a forma como contribui para a efetivação da proteção integral e da prioridade absoluta dos direitos das crianças e adolescentes.
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Flávia, auxiliar de enfermagem, viveu durante oito anos em união estável com Carlos, servidor público, com quem tem uma filha de cinco anos.
Nos últimos dois anos, passou a sofrer agressões psicológicas, com humilhações públicas e controle financeiro, tendo deixado o lar após ser agredida na presença da filha. Desde então, reside na casa de uma amiga e depende de ajuda para sobreviver, pois Carlos bloqueou seu acesso aos recursos do casal e permaneceu no imóvel.
Apesar da existência de inquérito policial, nenhuma medida cível foi adotada, levando Flávia a procurar a Defensoria Pública, temendo novas violências e buscando proteção urgente, inclusive quanto à sua subsistência e à reparação pelos danos sofridos.
Considerando a situação de violência doméstica sofrida por Flávia:
A) Identifique as formas de violência sofrida por Flávia e indique quais medidas de tutela provisória podem ser requeridas na esfera cível para sua proteção.
B) Analise a possibilidade de responsabilização civil de Carlos pelos danos à personalidade de Flávia, indicando quais modalidades de danos podem ser discutidas no âmbito cível.
C) Avalie a viabilidade de requerimento de alimentos em favor de Flávia e indique quais providências a Defensoria Pública pode adotar no processo para assegurar sua proteção integral.
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