1511 questões encontradas
O Município XYZ, por meio de sua Administração direta, celebrou contrato administrativo para a prestação continuada de serviços de tecnologia da informação. Durante a execução, a fiscalização solicitou à contratada que comprovasse a manutenção da equipe técnica mínima exigida pelo contrato.
Em resposta, a empresa prestou declaração formal afirmando que determinados profissionais permaneciam vinculados à execução do objeto. Posteriormente, registros oficiais e documentos apresentados pela própria contratada demonstraram que esses profissionais já haviam sido desligados antes da emissão da declaração. Para os fins desta questão, considere comprovado que a contratada, ciente do desligamento dos profissionais e sem qualquer justificativa juridicamente admissível, prestou conscientemente a declaração falsa.
Diante dos fatos, o Diretor do Departamento de Contratos propôs a aplicação imediata, sem instauração de processo de responsabilização e sem análise jurídica prévia, das seguintes sanções: declaração de inidoneidade para licitar ou contratar pelo prazo de 2 (dois) anos, com efeitos restritos ao Município XYZ, e multa correspondente a 40% (quarenta por cento) do valor do contrato, percentual previsto no instrumento contratual. O Diretor sustentou, ainda, possuir competência para aplicar ambas as sanções e afirmou que a empresa seria automaticamente reabilitada ao término do período estabelecido.
Na condição de Procurador(a) do Município XYZ, elabore parecer jurídico sobre a proposta apresentada, examinando o enquadramento da conduta da contratada; a sanção aplicável, sua duração e seu alcance; a autoridade competente e o procedimento necessário para sua aplicação; a possibilidade de cumulação e os limites da multa; e os requisitos para eventual reabilitação da empresa.
(10 pontos)
(Mínimo de 40 linhas e máximo de 80 linhas)
A prova foi realizada sem consulta a códigos e(ou) legislação.
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A Fundação Pública ABC, responsável institucionalmente por auxiliar pessoas integrantes do sistema prisional a se reposicionarem no mercado de trabalho, adquiriu insumos necessários ao desenvolvimento, em sua sede, de cursos voltados à capacitação de pessoas submetidas ao regime fechado de cumprimento de pena para atuação no setor da construção civil, como pedreiros, pintores e eletricistas.
Após a realização de auditoria operacional, a área técnica do Tribunal de Contas do Estado emitiu relatório alertando para a existência de irregularidades nas contratações, sob o fundamento de que os procedimentos não foram precedidos de licitação, o que justificaria a imediata anulação dos contratos. Apontou, ainda, que a irregularidade das contratações imporia ao gestor público o dever de não realizar qualquer pagamento em favor das empresas contratadas, sob pena de assunção de responsabilidade pessoal.
Preocupados com o teor do relatório e temendo a possibilidade de responsabilização pessoal, os agentes de contratação solicitaram ao setor jurídico da fundação a emissão de parecer, a fim de subsidiar as medidas a serem adotadas na execução contratual. Informam que as aquisições, de fato, não observaram as disposições da Lei no 14.133/21, sob a justificativa de que a entidade, embora seja uma fundação pública, possui personalidade jurídica de direito privado, o que afastaria a incidência das normas da referida lei, entendimento que, segundo relatam, já teria sido chancelado pelo próprio Tribunal de Contas em julgamentos de contas da fundação em exercícios anteriores.
Acrescentam, ainda, que há preocupação prática com a eventual interrupção do fornecimento dos produtos, por serem essenciais à continuidade dos programas de capacitação, bem como com os problemas operacionais que poderão advir caso não seja realizado o pagamento aos fornecedores.
Diante desse contexto, solicita-se a elaboração de parecer que examine aos seguintes questionamentos:
i. A fundação pública de direito privado sujeita-se às regras da Lei nº 14.133/21?
ii. O Tribunal de Contas pode determinar diretamente a anulação dos contratos administrativos em curso?
iii. Os agentes de contratação devem ser responsabilizados pelos eventuais atos ilícitos praticados? Com base na legislação vigente e na jurisprudência dos Tribunais Superiores, elabore Parecer sobre a matéria. Fica dispensada a elaboração de relatório.
(40 pontos)
(90 linhas)
A prova foi realizada sem consulta a códigos e(ou) legislação.
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O Município X identificou, na área central da cidade, um terreno de 5.000 (cinco mil) metros quadrados, não edificado. Referido terreno era utilizado para descarte de lixo irregular, bem como para a realização de atividades ilícitas, como cometimento de crimes. Conforme procedimento disciplinado na lei municipal específica para área incluída no plano diretor, o proprietário foi notificado acerca da exigência de edificação compulsória. O proprietário ignorou a notificação para a edificação. Após, o Município instituiu o IPTU progressivo. Decorreu o prazo de cinco anos da cobrança do IPTU progressivo, e o proprietário não edificou no imóvel, mas pagou todos os tributos incidentes sobre ele, inclusive o IPTU progressivo.
Como Procurador do Município, proponha a medida judicial adequada para assegurar o cumprimento da função social da propriedade urbana.
(60 linhas)
(60 pontos)
A prova foi realizada sem consulta a códigos e(ou) legislação.
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Em 15 de março de 2025, por volta das 18h30min, o Sr. João Carlos de Souza transitava com sua motocicleta pela Avenida das Cataratas, no Município de Foz do Iguaçu/PR. Na mesma data, fortes chuvas atingiram a região, ocasionando o rompimento parcial da tampa de uma galeria pluvial localizada em trecho da referida via pública.
Segundo consta nos autos, a Secretaria Municipal de Obras havia recebido, três dias antes, comunicação formal acerca de afundamento do pavimento exatamente naquele mesmo ponto da via, tendo providenciado a instalação de sinalização de advertência (cones e placa indicativa de risco) no local, sem, contudo, realizar a intervenção emergencial de reparo. Ao trafegar pelo trecho, João Carlos colidiu com a área danificada da pista, perdeu o controle da motocicleta e sofreu diversas lesões, incluindo fratura da tíbia esquerda e lesões no ombro direito.
Em decorrência do acidente, o autor permaneceu afastado de suas atividades profissionais por quatro meses, alegando ter sofrido prejuízos financeiros e intenso sofrimento psicológico.
Em razão dos fatos, João Carlos ajuizou Ação de Indenização por Danos Materiais, Morais e Lucros Cessantes em face do Município de Foz do Iguaçu perante a Vara da Fazenda Pública da Comarca de Foz do Iguaçu.
Na petição inicial, o autor sustentou que:
→ o acidente decorreu da omissão específica do Município na conservação da via pública;
→ a Administração tinha ciência prévia do problema;
→ houve falha do serviço público;
→ os danos materiais totalizaram R$ 18.500,00;
→ os lucros cessantes alcançaram R$ 12.000,00;
→ os danos morais devem ser fixados em R$ 80.000,00.
Valor da causa: R$ 110.500,00.
A petição inicial não veio instruída com documentos comprobatórios dos danos materiais alegados (notas fiscais, orçamentos ou recibos referentes aos reparos e prejuízos declarados) nem dos lucros cessantes (comprovantes de renda, vínculo profissional ou documentação contábil que demonstrasse o efetivo prejuízo decorrente do afastamento de quatro meses).
Regularmente citado, o Município apresentou boletim de ocorrência e imagens obtidas por câmeras de monitoramento próximas ao local, das quais se verifica que:
→ o autor trafegava em velocidade estimada de aproximadamente 85 km/h;
→ o limite regulamentado da via era de 60 km/h;
→ a chuva era intensa no momento do acidente;
→ outros veículos reduziram a velocidade ao se aproximarem do trecho danificado.
O Município também juntou relatório técnico elaborado pela Guarda Municipal indicando que a velocidade excessiva contribuiu significativamente para a ocorrência do acidente.
Considerando exclusivamente as informações acima e a legislação aplicável, na qualidade de Procurador Municipal, elabore a peça processual adequada para a defesa dos interesses do Município de Foz do Iguaçu – PR, utilizando, no máximo, 100 (cem) linhas.
(25 pontos)
(100 linhas)
A prova foi realizada sem consulta a códigos e(ou) legislação.
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Determinado empreendimento de grande porte pretende instalar-se em área urbana do Município, provocando aumento da circulação de pessoas e veículos, alteração do uso e ocupação do solo e possível impacto sobre a qualidade de vida da população residente nas proximidades. Considerando as disposições da Lei nº 10.257/2001 – Estatuto da Cidade, responda utilizando, no máximo, 30 (trinta) linhas, qual a finalidade do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), indicando os aspectos que devem ser analisados e explicando a relação entre o EIV e o Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EIA), destacando que o EIV não substitui o EIA quando este for exigido pela legislação ambiental.
A resposta deverá ser fundamentada exclusivamente na legislação indicada, não sendo necessária a utilização de doutrina ou jurisprudência.
(5 pontos)
(30 linhas)
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Determinado Município possui créditos tributários regularmente constituídos em face de contribuintes. Em razão do decurso do tempo e de outras circunstâncias previstas em lei, a Administração Tributária deverá analisar se tais créditos ainda podem ser exigidos ou se ocorreu alguma hipótese de extinção do crédito tributário. Considerando as disposições da Lei nº 5.172/1966 – Código Tributário Nacional, responda utilizando, no máximo, 30 (trinta) linhas, quais são as principais modalidades de extinção do crédito tributário e diferencie os institutos da prescrição e da decadência.
A resposta deverá ser fundamentada exclusivamente na legislação indicada, não sendo necessária a utilização de doutrina ou jurisprudência.
(5 pontos)
(30 linhas)
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O Município de Foz do Iguaçu foi demandado judicialmente em ação de natureza cível. Durante o processo, o Procurador Municipal verificou que determinadas regras processuais aplicáveis à Fazenda Pública possuem tratamento específico no Código de Processo Civil. Considerando as disposições da Lei nº 13.105/2015 – Código de Processo Civil, responda utilizando, no máximo, 30 (trinta) linhas, quais são as principais regras processuais aplicáveis à Fazenda Pública relativas aos prazos processuais, à intimação pessoal e à distribuição do ônus da prova.
A resposta deverá ser fundamentada exclusivamente na legislação indicada, não sendo necessária a utilização de doutrina ou jurisprudência.
(5 pontos)
(30 linhas)
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O Município, como ente integrante da Federação brasileira, possui autonomia política, administrativa e financeira e exerce competências próprias estabelecidas pela Constituição Federal. Em determinada situação, o Município editou legislação destinada a disciplinar matéria de interesse predominantemente local e, em outra situação, pretendeu suplementar legislação federal e estadual. Considerando as disposições da Constituição Federal de 1988, responda utilizando, no máximo, 30 (trinta) linhas, qual a competência legislativa dos Municípios e diferencie a competência para legislar sobre assuntos de interesse local da competência para suplementar a legislação federal e estadual.
A resposta deverá ser fundamentada exclusivamente na legislação indicada, não sendo necessária a utilização de doutrina ou jurisprudência
(5 pontos)
(30 linhas)
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A Lei nº 14.133/2021 estabelece mecanismos destinados a assegurar o adequado acompanhamento da execução dos contratos administrativos. No âmbito de determinado Município, foi celebrado contrato para prestação continuada de serviços, tendo sido designado servidor para atuar como fiscal do contrato. Considerando as disposições da Lei nº 14.133/2021, responda utilizando, no máximo, 30 (trinta) linhas, como deve ocorrer o acompanhamento e a fiscalização da execução do contrato administrativo e indique as principais atribuições do fiscal do contrato.
A resposta deverá ser fundamentada exclusivamente na legislação indicada, não sendo necessária a utilização de doutrina ou jurisprudência.
(5 pontos)
(30 linhas)
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Leia o caso a seguir.
X, opositor político do prefeito municipal e servidor público efetivo da Secretaria Municipal de Educação, requereu ao respectivo secretário, em caráter de urgência, informações sobre todos os repasses estaduais encaminhados à pasta no ano de 2025, bem como as suas fichas funcionais completas, inclusive constando eventuais anotações de penalidades e/ou congratulações, desde a sua posse e consequente exercício no ano de 2010.
Preocupado com o manejo das informações solicitadas por X, o secretário optou por indeferir os pleitos, alegando, com fundamento na prudência administrativa, que as informações sobre os repasses estariam resguardadas por sigilo e os dados funcionais, em decorrência do lapso temporal transcorrido, eram de difícil acesso, razão pela qual não poderia fornecê-los, exceto se ele ajuizasse ação judicial para tal fim.
Ao tomar conhecimento do ocorrido, considerando a proximidade do período eleitoral e as possíveis polêmicas que os indeferimentos podem ensejar à sua reeleição, o prefeito municipal indagou à procuradoria municipal sobre a razoabilidade das informações prestadas pelo secretário municipal de educação a X.
Diante do exposto, enquanto procurador(a) municipal, redija um parecer jurídico para fins de esclarecimentos sobre o caso ao prefeito municipal.
(100 pontos)
(90 linhas)
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