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Considere que determinado Município editou lei municipal, de iniciativa parlamentar, com o seguinte teor:
Art. 1º Torna obrigatória a instalação de câmeras de monitoramento de segurança nas dependências e cercanias de todas as escolas públicas municipais. Parágrafo único. A instalação do equipamento citado no caput considerará proporcionalmente o número de alunos e funcionários existentes na unidade escolar, bem como as suas características territoriais e dimensões, respeitando as normas técnicas exigidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT.
Art. 2º Cada unidade escolar terá, no mínimo, duas câmeras de segurança que registrem permanentemente as suas áreas de acesso e principais instalações internas. Parágrafo único. O equipamento citado no caput deste artigo apresentará recurso de gravação de imagens.
Art. 3º As escolas situadas nas áreas onde foram constatados os mais altos índices de violência terão prioridade na implantação do equipamento.
Art. 4º Esta Lei entre em vigor na data da sua publicação.
Insatisfeito com tal lei, pois cria despesa para a Administração, o Prefeito Municipal ajuizou ação direta de inconstitucionalidade perante o respectivo Tribunal de Justiça, o qual julgou procedente o pedido, declarando a inconstitucionalidade da citada lei sob o fundamento de que a matéria é de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo, pois regulamenta a organização e o funcionamento de órgãos da rede educacional da administração municipal. Inconformada com tal decisão, a Câmara Municipal interpôs recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal.
Nesse contexto, considerando as disposições da Constituição Federal e o entendimento da Suprema Corte, responda, de forma fundamentada, aos seguintes quesitos:
a) O recurso extraordinário interposto pela Câmara Municipal é cabível?
b) A decisão do Tribunal de Justiça que declarou a inconstitucionalidade da lei municipal está correta?
(10 pontos)
(mínimo de 10 linhas e máximo de 20 linhas)
A prova foi realizada sem consulta a códigos e(ou) legislação.
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João, Vereador do Município Alfa, entendia que a Lei Orgânica desse ente federativo apresentava algumas incoerências em relação a normas da Constituição do Estado, que dispunham em sentido diverso a respeito da proteção ao meio ambiente. No entanto, essa incoerência não fora detectada em relação à Constituição da República, cujas normas, na referida seara, foram quase que literalmente reproduzidas pela Lei Orgânica de Alfa.
Apesar disso, João entendia que o modelo adotado pela Constituição Estadual era melhor que o da Constituição da República, por diminuir a liberdade dos órgãos competentes na implementação de políticas públicas de viés ambiental.
Em razão das referidas incoerências, João decidiu discutir com o demais Vereadores filiados ao seu partido político a conveniência de se proceder à alteração da Lei Orgânica, estando ciente de que não havia qualquer alinhamento político entre o Prefeito Municipal e a Câmara do Município Alfa.
À luz dessa narrativa, o candidato deve discorrer sobre os seguintes aspectos:
A - a obrigatoriedade, ou não, de a Lei Orgânica do Município Alfa reproduzir as normas de proteção ao meio ambiente previstas na Constituição Estadual;
B - a participação do Chefe do Poder Executivo Municipal no processo legislativo direcionado à alteração da Lei Orgânica do Município;
C - a possibilidade, ou não, de a Lei Orgânica Municipal disciplinar matérias de iniciativa legislativa privativa do Prefeito Municipal.
(30 Linhas)
(30 Pontos)
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