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	<title>Arquivos 23 Lei nº 13.146/2015 (Crimes previstos no Estatuto da Pessoa com Deficiência) - Treine Subjetivas</title>
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		<title>Q137958</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Greice Darling]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Jun 2025 15:33:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Leia primeiro as orientações e o caso, depois elabore: a) UMA DENÚNCIA; b) UMA COTA SIMULTÂNEA AO OFERECIMENTO DA DENÚNCIA, com os requerimentos e observações adequados ao caso, não sendo, entretanto, necessária a formulação de pedido de prisão preventiva. ORIENTAÇÕES: 1. Ficam dispensadas qualificações de denunciados, vítimas e informantes/testemunhas. Porém a denúncia deverá conter ROL [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Leia primeiro as orientações e o caso, depois elabore:</p>
<p style="text-align: justify">a) UMA DENÚNCIA;</p>
<p style="text-align: justify">b) UMA COTA SIMULTÂNEA AO OFERECIMENTO DA DENÚNCIA, com os requerimentos e observações adequados ao caso, não sendo, entretanto, necessária a formulação de pedido de prisão preventiva.</p>
<p style="text-align: justify">ORIENTAÇÕES:</p>
<p style="text-align: justify">1. Ficam dispensadas qualificações de denunciados, vítimas e informantes/testemunhas. Porém a denúncia deverá conter ROL de informantes e/ou testemunhas que forem necessários.</p>
<p style="text-align: justify">2. No caso de necessidade de ser feita referência ao número de folhas dos autos, usar somente a abreviação fl. sem apor números.</p>
<p style="text-align: justify">3. NÃO ASSINAR A PEÇA. Apor ao final apenas a cidade, a data de 20 de fevereiro de 2024 e o cargo (PROMOTOR(A) DE JUSTIÇA).</p>
<p style="text-align: justify">O CASO:</p>
<p style="text-align: justify">Na manhã do dia 14 de fevereiro de 2024, o senhor SALUS dirigiu-se até a Delegacia de Polícia do Município e Comarca de São João do Passa Boi, Paraná, quando em conversa com a delegada BRIENNE relatou que na rua Caminho Curto, 56, Bairro Aristocrata, funcionava, de forma clandestina, uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI), no interior da qual o senhor SALUS tinha certeza de que estariam sendo praticados diversos atos delituosos contra pessoas que lá moravam, desde a instalação da instituição no mês de outubro do ano de 2023. O noticiante relatou que desde aquela época constantemente ouvia gritos e choro por parte dos moradores da residência. Relatou também que as donas da mencionada instituição, as primas SCELERATA e PERICULOSA, por vezes, eram vistas empurrando, gritando, puxando os cabelos e proferindo ofensas contra as pessoas idosas que moravam na residência enquanto estas tomavam banho de sol na frente do local. O senhor SALUS afirmou, ainda, que sua esposa, a senhora DEDICATA, também presenciou tais fatos desde que SCELERATA e PERICULOSA se mudaram para o local com as pessoas idosas, e que, por não mais suportarem o que presenciavam praticamente todos os dias, resolveu procurar a polícia.</p>
<p style="text-align: justify">Assim, diante do gravíssimo relato, a delegada BRIENNE dirigiu-se até a referida ILPI clandestina, com sua equipe formada pela investigadora VÍVERE e pelo investigador DÍNDARO, bem como acionou a Secretaria de Assistência Social do Município de São João do Passa Boi, que deslocou a assistente social SANAVITA, a qual chegou ao local com a equipe da Polícia Civil.</p>
<p style="text-align: justify">Ao chegarem ao local, perceberam que uma idosa estava chorando muito e havia uma mulher, que após foi identificada como sendo SCELERATA, que gritava bastante com aquela pessoa.</p>
<p style="text-align: justify">Diante de tal situação, a delegada BRIENNE se identificou como sendo policial e indagou à SCELERATA se poderia ingressar no local, o que foi por ela consentido. As pessoas idosas, ao visualizarem a chegada da autoridade policial, começaram a gritar por socorro, solicitando que a equipe lhes ajudasse e os removesse de lá, sendo que então a equipe policial e a assistente social adentraram na residência quando puderam constatar o terrível cenário.</p>
<p style="text-align: justify">No interior da ILPI, visualizaram que os residentes não possuíam camas, dormindo todos em finos colchões dispostos no chão, em dois quartos pequenos.</p>
<p style="text-align: justify">Ao realizar o levantamento dos moradores do local, a assistente social constatou que lá habitavam a senhora ROSETTA (78 anos de idade), senhora CECÍLIA (79 anos de idade), senhora ODILIA (80 anos de idade), senhora ALBA (83 anos de idade), senhora AGNES (77 anos de idade), senhora TERINA (80 anos de idade), senhora LYUDMILA (52 anos de idade) e a senhora MYRCELLA (43 anos de idade). A assistente social também constatou que as senhoras ALBA e AGNES eram cadeirantes e necessitavam do auxílio de terceiros para as atividades diárias e de higiene, bem como que LYUDMILA e MYRCELLA eram pessoas com deficiência.</p>
<p style="text-align: justify">A assistente social verificou, ainda, as péssimas condições de higiene do local. Os colchões e as roupas de cama utilizados pelos residentes, que além de extremamente gastos estavam muito sujos com secreções de urina e fezes. A cozinha encontrava-se com restos de alimentos pelo chão, comida azeda e sem refrigeração em panelas, sendo que a despensa possuía diversos produtos vencidos e mofados. O único banheiro da residência, além de não possuir nenhuma adaptação para pessoas com deficiência física motora, como barras de apoio e tapetes antiderrapantes, encontrava-se muito sujo e completamente úmido e escorregadio. A casa não possuía nenhum tipo de adaptação de segurança para os moradores, os quais relataram para a assistente social que sofriam constantes quedas no local.</p>
<p style="text-align: justify">A equipe policial, ao tomar o depoimento das moradoras ROSETTA, AGNES e TERINA, que conseguiam se expressar, apurou que as duas responsáveis pela ILPI clandestina eram as primas SCELERATA e PERICULOSA, sendo que elas se mudaram do município de São José da Ventania para o município de São João do Passa Boi por volta do mês de outubro do ano de 2023, trazendo consigo todos os acolhidos que hoje se encontram na residência. Foi verificado, ainda, que anteriormente, no município e comarca de São José da Ventania (situada no Estado do Paraná), as primas montaram uma entidade de longa permanência clandestina e que lá também as condições de tratamento eram péssimas, com constantes agressões, falta de higiene, carência de alimentação e cuidados básicos com os moradores, mas que ninguém nunca apareceu por lá para verificar a situação. Apurou-se que todos que estavam na ILPI clandestina foram deixados por familiares aos cuidados de SCELERATA e PERICULOSA, as quais cobravam desses parentes um valor mensal para cuidar de cada acolhido.</p>
<p style="text-align: justify">Apuraram, ainda, que AGNES e TERINA recebem benefício de prestação continuada no valor de um salário mínimo mensal, mas SCELERATA e PERICULOSA apoderaram-se dos cartões delas sob o pretexto de pagamento de despesas extras em prol de ambas na residência, entretanto, apurou-se que na realidade as duas investigadas usavam os valores para compras de bens pessoais para si, como roupas, joias e produtos de beleza. Apesar dos familiares dos mencionados residentes terem pedido algumas vezes para SCELERATA e PERICULOSA a devolução dos cartões bancários, nunca os entregaram.</p>
<p style="text-align: justify">Os investigadores lograram esclarecer, ainda, que na casa em que as vítimas se encontravam era comum a falta de alimentação suficiente e a qualidade era extremamente baixa, sendo que a comida muitas vezes tinha gosto de azeda. Ademais, restou verificado que era comum que tanto no almoço como no jantar fosse fornecido pouca comida ou apenas uma sopa rala, fazendo com que todos ficassem com fome e tivessem perdido muito peso. Não era fornecido material de higiene pessoal de forma regular, tampouco era providenciada a troca ou lavagem das roupas de cama, sendo que, como muitas pessoas idosas tinham incontinência de suas necessidades fisiológicas, os colchões que ficavam no chão estavam molhados e com restos de fezes e urina.</p>
<p style="text-align: justify">A equipe policial, durante a oitiva dos acolhidos, apurou também que SCELERATA e PERICULOSA submetiam regularmente os moradores da residência, como forma de castigo pessoal, a banhos frios, puxões de cabelo, tapas no rosto, empurrões, e a ameaças de que lhes abandonariam na rua para morrerem, quando as vítimas urinavam nos colchões, ou por fazerem qualquer reclamação quanto à qualidade da comida ofertada, ou mesmo por não atenderem imediatamente a algum comando das investigadas.</p>
<p style="text-align: justify">Os moradores da ILPI clandestina foram submetidos à avaliação médica de saúde, cujo laudo constatou que estas pessoas apresentavam desnutrição, sarcopenia (perda de massa muscular), algumas lesões crostosas em membros inferiores e costas, condições estas todas decorrentes do tratamento recebido das investigadas SCELERATA e PERICULOSA.</p>
<p style="text-align: justify">Ao inquérito policial n° 012345-2024, foram juntados laudo de levantamento de local demonstrando as condições de higiene e conservação da casa e a disposição dos colchões em que dormiam as residentes; auto de apreensão dos cartões de benefício de prestação continuada em nome de AGNES e TERINA; comprovantes de transferência bancária dos valores dos benefícios assistenciais de AGNES e TERINA para a conta pessoal em nome das investigadas, totalizando 05 (cinco) transferências no valor de R$ 660,00 (seiscentos e sessenta reais) de cada uma das vítimas. Foram ainda juntados aos autos de inquérito policial os documentos de identificação das investigadas SCELERATA (nascida em 22 de janeiro de 1980) e PERICULOSA (nascida em 19 de junho de 1987), bem como os documentos de nascimento de todas as vítimas.</p>
<p style="text-align: justify">Os autos de inquérito policial uma vez concluídos e devidamente relatados, foram enviados à sua Promotoria de Justiça, que possui atribuições exclusivas para atuar na área criminal, tanto na fase investigatória como nas ações penais.</p>
<p style="text-align: justify">(3 pontos)</p>
<p style="text-align: justify">(300 linhas)</p>
<p style="text-align: justify">A prova foi realizada com consulta a códigos e(ou) legislação.</p>
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		<title>Q134462</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Paulo Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Feb 2025 15:19:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>STJ. O animus jocandi em um show de stand-up comedy é capaz de afastar a tipicidade da conduta de discriminação contra pessoa com deficiência, prevista no art. 88 do Estatuto da Pessoa com Deficiência?</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>STJ. O animus jocandi em um show de stand-up comedy é capaz de afastar a tipicidade da conduta de discriminação contra pessoa com deficiência, prevista no art. 88 do Estatuto da Pessoa com Deficiência?</p></p>
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		<title>Q93724</title>
		<link>https://treinesubjetivas.com.br/questao/93724/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Laine Pinheiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Apr 2023 18:50:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Considere a seguinte situação hipotética: Luiz, adolescente com quinze anos de idade, apesar de possuir deficiência mental que demanda algumas atenções no ambiente de ensino, sempre teve um desenvolvimento intelectual muito próspero durante os anos em que cursou o ensino fundamental em uma escola pública regular da sua cidade. No ano letivo seguinte, Luiz havia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Considere a seguinte situação hipotética:</p>
<p style="text-align: justify">Luiz, adolescente com quinze anos de idade, apesar de possuir deficiência mental que demanda algumas atenções no ambiente de ensino, sempre teve um desenvolvimento intelectual muito próspero durante os anos em que cursou o ensino fundamental em uma escola pública regular da sua cidade.</p>
<p style="text-align: justify">No ano letivo seguinte, Luiz havia concluído o ensino fundamental, e seus pais foram até uma instituição de ensino médio, também regular, mas privada, para conhecer o local e efetuar a matrícula do filho. No ato da matrícula, a escola informou aos pais de Luiz que o valor da mensalidade sofreria acréscimo de trezentos reais, em razão das medidas individualizadas de apoio que seriam tomadas para que Luiz tivesse maximizado o seu desenvolvimento acadêmico e social.</p>
<p style="text-align: justify">Constrangidos, os pais do menor saíram da instituição de ensino e buscaram o auxílio da Defensoria Pública local para esclarecer os direitos de Luiz relacionados ao seu ingresso na escola de ensino médio.</p>
<p style="text-align: justify">Acerca da situação hipotética descrita e considerando a legislação de regência e a jurisprudência do STF, responda justificadamente aos seguintes questionamentos.</p>
<p style="text-align: justify">1 &#8211; Luiz, na condição de adolescente com deficiência, deveria ser preferencialmente matriculado em uma escola especial de ensino?</p>
<p style="text-align: justify">2 &#8211; O fato de ser uma escola regular de ensino médio privada justifica a cobrança de um valor maior na mensalidade de Luiz para que ele tenha uma assistência individualizada em sala de aula?</p>
<p style="text-align: justify">3 &#8211; Tendo em vista que a escola não recusou diretamente a matrícula de Luiz, é possível a adoção de medida judicial de cunho indenizatório e de obrigação de fazer? Qual é a natureza da discriminação sofrida por Luiz?</p>
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		<item>
		<title>Q91889</title>
		<link>https://treinesubjetivas.com.br/questao/91889/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Laine Pinheiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Apr 2023 20:29:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Considere a seguinte situação hipotética: Vários pais procuraram a Defensoria Pública do Estado de Rondônia para relatar que seus filhos, crianças com deficiência (autismo, paralisia cerebral e outras síndromes que desencadeiam deficiência intelectual), estavam tendo dificuldades para frequentar a Escola Municipal José do Egito devido à ausência de profissionais de apoio especializado na unidade de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Considere a seguinte situação hipotética:</p>
<p style="text-align: justify">Vários pais procuraram a Defensoria Pública do Estado de Rondônia para relatar que seus filhos, crianças com deficiência (autismo, paralisia cerebral e outras síndromes que desencadeiam deficiência intelectual), estavam tendo dificuldades para frequentar a Escola Municipal José do Egito devido à ausência de profissionais de apoio especializado na unidade de ensino, apesar dos diversos pedidos já protocolados pelas famílias na direção escolar. Após o relato desses fatos, a Defensoria Pública notificou a Secretaria de Educação de Porto Velho para prestar informações; contudo, o prazo transcorreu in albis. Houve mais duas tentativas, ambas sem sucesso.</p>
<p style="text-align: justify">Diante disso, a Defensoria Pública decidiu ajuizar ação civil pública contra o município de Porto Velho no Juízo da Infância e da Juventude, buscando garantir o direito à educação, mediante a disponibilização de um profissional de apoio especializado às crianças com deficiência. A Defensoria juntou aos autos documentos técnicos que comprovavam que os menores não possuíam condições de acompanhar as atividades escolares sem tal assistência.</p>
<p style="text-align: justify">Citado para contestar o pedido, o município, inicialmente, suscitou a preliminar de incompetência do juízo e ventilou a ilegitimidade ativa da Defensoria, tendo afirmado que não havia prova da carência financeira de todos os beneficiados com a ação coletiva. No mérito, o município alegou que a falta de profissionais de apoio não seria um obstáculo para a presença das crianças na escola, tampouco prejudicaria seu processo de aprendizagem com os demais alunos sem deficiência.</p>
<p style="text-align: justify">Acerca da situação hipotética acima apresentada, responda, de maneira fundamentada na legislação e na jurisprudência dos tribunais superiores, aos questionamentos que se seguem.</p>
<p style="text-align: justify">1 &#8211; Qual é o juízo competente para processar e julgar a demanda?</p>
<p style="text-align: justify">2 &#8211; A Defensoria Pública tem legitimidade ativa ad causam para propor a referida ação civil pública?</p>
<p style="text-align: justify">3 &#8211; No mérito, o pedido deve ser acolhido?</p>
<p style="text-align: justify">(100 pontos)</p>
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